DIVERSITÁ: RELATO SOBRE O GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISA EM DANÇA DO IFSULDEMINAS CAMPUS MUZAMBINHO

Vitória Carolina Luiz, Lígia Lopes Rueda Kocian

Resumo


Introdução: A produção de trabalho, pesquisa e extensão, nas universidades e nos cursos de graduação e pós-graduação crescem significativamente, tornando a modalidade efetivamente interessante para o campo científico, além do seu grande potencial humano (Anais do VIII fórum internacional de Ginástica para todos, 2017). O diálogo entre cultura e ensino, através do trabalho de dança pode se tornar uma ferramenta para a compreensão e valorização cultural nos ambientes trabalhados, possibilitando através dessa abordagem a reflexão dos participantes, na premissa de tornar um ambiente igualitário e menos excludente, que através da linguagem corporal no processo criativo o ser dançante busca sua autonomia e liberdade de expressão, em sua individualidade tornando-se livre “para” e não somente livre “de” (LARA, 1993). Objetivo: Relatar as experiências vivenciadas através do Grupo de Estudos e Pesquisa em Dança-Diversitá. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência sobre o Grupo Diversitá do IFSULDEMINAS campus Muzambinho durante o 2º semestre de 2017. Composto por 2 docentes e 17 discentes dos cursos de Licenciatura e Bacharel em Educação Física, o grupo, através de 11 encontros semanais, desenvolveu uma pesquisa em dança contemporânea. Dos encontros, 8 foram práticas ministradas pelos integrantes que, separados em duplas e trios, apresentaram diversos experimentos dentro da temática. Após as vivências foi iniciado o processo coreográfico. Resultados: Diversitá, nome estabelecido pelos integrantes ao notar sua formação por pessoas com diferentes experiências. A proposta de trabalhar a dança contemporânea aplicada nos encontros semanais, através de trabalhos em conjunto formado por pessoas que possuíam vivência com a dança e outras que faziam seu primeiro contato, contribuiu para que as aulas fossem desenvolvidas com fluência, não priorizando técnicas, oportunizando a (re)aprender a experimentar o próprio corpo, a partir de práticas livres, oportunizando discussões no final de cada encontro. Os integrantes relataram que o trabalho desenvolvido transcendia as expectativas, proporcionando um rico conhecimento transferido em algumas atividades desenvolvidas em estágios e monitorias. Como resultado foi elaborada uma coreografia chamada “Peperit” que, ao ser apresentada em eventos culturais, pode compartilhar o conhecimento e experiências adquiridos ao longo do processo com o público presente. Conclusão: O trabalho realizado pelo grupo buscou além de uma simples experimentação em dança, uma vivência rica na exploração do corpo como unidade, trabalhando-o de modo humano e livre e não apenas mecanizado. Ressalto o quão importante é o desenvolvimento de um grupo de pesquisa e extensão que promova práticas autônomas, livres e coletivas através de um aprendizado prazeroso. Aplicabilidade Prática: Contribuir para que estudos de pesquisa e extensão envolvam além de práticas comuns e automatizadas, a priorização do processo e não o produto final.


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