MÍDIA E A IMAGEM DO AUTISMO: A VISÃO DAS MÃES

Isabela Rodrigues da Cruz, Bruna dos Santos Barbosa, Ieda Mayumi Sabino Kawashita

Resumo


Introdução: Sabe-se da importância da presença do autismo na mídia. Lacerda (2017) comenta que nos últimos anos este conteúdo tem se apresentado com mais frequência na televisão, todavia, a realidade não é a mesma que se apresentam. Objetivo: Objetivo: Este trabalho se propõe de analisar a opinião das mães de filhos autistas, sobre a relação entre o que a mídia mostra e a realidades das mães. Metodologia: Metodologia: Foram realizadas 23 entrevistas com três questões abertas, sendo 15 entrevistas pelo aplicativo Instagram, e as demais presenciais com um grupo de apoio em Guaxupé-Mg. Todos os questionários foram respondidos pelas mães. Resultados: Na primeira questão “Qual a sua opinião sobre o que as reportagens dizem do autismo?”, na sua maioria responderam que o autismo é representado na mídia de maneira insatisfatória, e justificam: MK “muitas reportagens falam sobre as mesmas coisas e não sobre o que nós mães queremos ouvir, sobre a conscientização, sobre o preconceito que nós passamos, e principalmente das melhorias dos tratamentos”. Este relato vem de encontro ao depoimento da mãe MB: “quando não posso ir a um lugar porque sei que ele não vai se comportar”, porque seu filho apresenta dificuldades em ambientes com muito gente, entra em crise, levando as pessoas a acreditarem que está sofrendo maus tratos”. Nota-se que as mães sentem falta de um conteúdo mais abrangente, mostrando diversas realidades. Na segunda questão “As características apresentadas são de fato condizentes com o que falam sobre o autismo?”, MA cita que “nem sempre, costumam falar que o autista não demonstram sentimentos de carinho e são agressivos. E não é bem assim, pelo menos no meu caso”, MQ reforça: “ não apresentam os autistas agressivos, que não podem ficar sozinhos, pois são totalmentes dependentes”. Ou seja, a mídia apresenta casos de autistas que conseguiram se incluir na sociedade, mas vale ressaltar que nenhuma pessoa com autismo é igual a outra. Na terceira questão “Como você descreve uma pessoa com autismo?”, todas as mães descreveram as definições que o autismo apresentam. Segundo a literatura, Mello (2016) cita que, um transtorno de alterações da comunicação, integração social e a imaginação, sendo afetado o comportamento, os interesses sociais, repetitivos e estereotipados (LAI, 2014). Mas não é somente isso, como a MS comenta, “uma pessoa inteligente sem igual, uma vontade de descobrir, por mais que existem limitações, são capazes de aprender e principalmente ensinar”, ou seja, além das suas dificuldades, ainda continua sendo um ser humano, com sentimentos, vontades e direito de escolhas, como qualquer outra pessoa. Conclusão: As mães consideram que a mídia é importante para a sociedade conhecer o autismo, entretanto constroem-se estereótipos, ora apresentando autistas que conseguiram romper as barreiras e terem uma inclusão, ora apresentando casos de autistas dependentes e com comportamentos pouco sociáveis. Aplicabilidade Prática: Esta prática pode ser replicada na reflexão da mídia.


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