DANÇA E CADEIRANTES: RELATO DE UMA NOVA EXPERIÊNCIA

Leticia Maria Ribeiro Carreira, Ieda Mayumi Sabino Kawashita

Resumo


 

Introdução: Por intermédio da prática como componente curricular vigente na base curricular do curso de Educação Física do IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho, os alunos encontram a oportunidade de realizar atividades teóricas e práticas, com intuito de vivenciarem diferentes possibilidades que agreguem a sua formação. Mediante tal proposta foi possível proporcionar aos alunos cadeirantes e com deficiências múltiplas da Associação de Pais e Alunos e Excepcionais APAE, uma nova vivência prática, sendo ofertado a esses alunos aulas de dança. Concorda-se com Neves (2006), que tem como base os trabalhos de Laban, afirma que as pessoas com deficiência devem ter acesso a um trabalho corporal, pois o mesmo propicia um repertório de movimentos balanceado e a normalização do ritmo vital. Objetivo: Relatar a vivência de uma prática proporcionada aos alunos cadeirantes da APAE, baseando-se na liberdade de expressão através das possibilidades de cada aluno. Metodologia: Foram aplicadas 5 aulas, com duração de 1 hora cada , tendo início dia 24 de outubro de 2017 e sendo finalizado dia 21 novembro de 2017, com aulas semanais, com duas turmas, com 5 alunos, tendo idades entre 9 a 16 anos uma turma, e 18 a 40 anos a outra turma. Foram realizadas as seguintes atividades, que foram filmadas: 1º: Introdução a história da dança tornando os alunos personagens de momentos históricos. 2º:Vivência com movimentações básicas e introdução a ritmos lentos, buscando sensações e emoções. 3º:Apresentação da dança circular. 4º: Diferenciação de ritmos, estimulando o controle do movimento em vários estilos. 5º: Dança criativa entre professores e alunos em duplas, trios e grupos em diversos ritmos. Resultados: A postura dos alunos durante as aulas iniciais, foram de inibição, devido a ausência de repertório motor, falta de contato em atividades colaborativas e também pelo preconceito de que a dança deve ser uma prática para mulheres, como foi verbalizada por eles. Ao decorrer das aulas foi possível notar maior desenvoltura dos alunos por meio de seus repertórios motores bem como a sociabilização entre os mesmos, que passaram a se comunicar melhor contribuindo uns com os outros nas atividades, e ainda se desconstruiu a ideia que existia de que dança é uma atividade feminina. Conclusão: Através deste trabalho é possível identificar que a dança inclusiva com cadeirantes proporciona muitos benefícios aos praticantes com deficiência, reconhecendo-os como sujeitos integrais, capazes de expressar suas capacidades. Além de proporcionar aos professores experiências inovadoras agregando a sua vida pessoal e profissional, antes de suas formações, conhecimentos relacionados a área ampliando as possibilidades de trabalho. Aplicabilidade Prática: Este trabalho indica que a dança pode ser realizada com pessoas com deficiência e que pode ser reaplicado em outras instituições.


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