INCLUSÃO E DEFICIÊNCIA SOB A VISÃO DE ALUNOS RECÉM-INGRESSOS NO ENSINO SUPERIOR

Pedro Fernando Ferreira de Brito, Rafael Moriconi, Ieda Mayumi Sabino Kawashita

Resumo


Introdução: A discussão acerca do tema inclusão e deficiência vem crescendo ao passar dos anos, a educação inclusiva chega para mudar o modo de como pessoas com deficiência - PCD, são vistas pela sociedade. Objetivo: O objetivo do presente trabalho é verificar como os alunos no primeiro período do curso de educação física de uma cidade do sul de Minas Gerais compreendem este tema. Metodologia: A pesquisa foi quali-quantitativa, contou com a participação de cinquenta e oito alunos com idade entre 17 a 32 anos, foi aplicado a estes um questionário online contendo 26 perguntas, todas em relação ao presente tema, foi realizado individualmente, e de forma livre, onde nenhuma das questões eram respostas obrigatórias. Para este trabalho apresentaremos apenas duas questões referentes à inclusão dos alunos com deficiência nas aulas de educação física e na sociedade. Resultados: Após a análise de dados, da primeira questão , que era: “Por que você acha que ainda grande parte das PCD não são incluídas nas aulas?”, selecionamos as respostas que apareceram com mais frequência nos resultados, obtendo as seguintes respostas, os alunos ligaram a não participação de alunos com deficiência as aulas de educação física devido a falta de preparo dos profissionais (37,5%), preconceito (32,14%), medo (12,5%), pedagogia falha (10,7%), falta de infraestrutura (7,14%). Em relação à segunda questão, quando questionado se as pessoas com deficiência são incluídas na sociedade, as respostas foram: 5,17% acreditam que sim, com justificativa citam que diversas pessoas especiais já estão no mercado de trabalho, hoje já se tem uma melhor infraestrutura como as rampas, e por fim citam que hoje sempre essas pessoas são convidadas a participar de projeto. 24,13% responderam que não há inclusão, citando que mesmo que hoje haja a inclusão destas no mercado de trabalho, ainda há muito preconceito mesmo tendo-se uma conscientização, muitas pessoas ainda olham para as mesmas com olhar de inferioridade.

71,3% responderam que, há uma inclusão parcial, eles citam que realmente com o desenvolvimento houve grandes avanços em relação ao tema, porém o preconceito, o despreparo tanto social quanto estrutural, ainda são vistos como os problemas. Conclusão: A não participação nas aulas de educação física está diretamente ligada ao professor, pois este tem como objetivo ensinar a todos alunos, procurando a equidade. Constata-se que o preconceito ainda é constante em nossa sociedade, sendo assim é de extrema importância a abordagem do tema dentro da escola. O público entrevistado têm uma visão crítica da inclusão, pois reconhecem que ela não é efetiva na sociedade. Aplicabilidade Prática: Desta forma conseguimos conhecer a visão do aluno sobre o tema, pois achamos de extrema importância observarmos como os mesmos entendem para contribuir para uma formação acadêmica que contribua para a construção de uma sociedade inclusiva. Além de que acreditamos que a discussão sobre esse assunto seja essencial, pois devemos sempre buscar um olhar crítico e incentivar a busca pela equidade.


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