LIMIAR DE ELETROESTIMULAÇÃO: INVESTIGAÇÃO DA INFLUÊNCIA DE POTENCIALIZAÇÃO PÓS-ATIVAÇÃO PARA MUSCULATURA EXTENSORA DO COTOVELO

Matheus Silva Norberto, Tarine Botta de Arruda, Marcelo Papoti

Resumo


Introdução: A eletroestimulação muscular é uma estratégia muito utilizada para análise da fadiga neuromuscular. Apesar de sua grande validade para membros inferiores, há evidências de que sua utilização em musculaturas menores, como bíceps braquial e tríceps braquial, pode ser enviesada pela potencialização pós-ativação, o que pode comprometer sua utilização em esportes que os membros superiores são os principais agentes motores (e.g., natação). Neste escopo, estudos divergem quanto a existência e relevância deste efeito para a musculatura extensora do cotovelo. Objetivo: Verificar o efeito de uma contração voluntária máxima (CVM) na resposta muscular proveniente da estimulação da estimulação elétrica aplicada no tríceps braquial. Metodologia: oito participantes foram submetidos a três momentos de avaliação (M1, M2 e M3), onde foram aplicados estímulos progressivos (30, 40, 50, 60, 70, 80 e 90 mA) no ventre da musculatura extensora do cotovelo em repouso. O valor de amperagem que obteve a maior evocação de força foi assumido como valor de referência do limiar de estimulação (VRlimiar). Os participantes receberam os estímulos progressivos sem potencialização prévia (M1), após a realização de uma CVM (M2) e após a realização de duas CVM (M3). Todas as contrações e estimulações foram realizadas em uma cadeira construída especificamente para este propósito. Os valores de VRlimiar foram comparados por meio da ANOVA para medidas repetidas, seguida do pos-hoc de Tukey assumindo um nível de significância em p < 0,05. Resultados: Em todos os momentos de aplicação dos estímulos, o comportamento da força evocada foi crescente, até um ponto a partir do qual a força começa a diminuir. Este fenômeno está relacionado a co-contração do bíceps braquial. Foi constatado que valores de estimulação nas intensidades de 80 e 90 mA foram menores para L1 quando comparado a L2 e L3 (p < 0,05). Apesar dos valores de VRlimiar apresentarem uma tendência de aumento de L1 até L3, não foi encontrado diferença estatística entre os três momentos. Conclusão: Conclui-se que a CVM, não altera significativamente a relação entre a intensidade de estimulação e a força evocada nos músculos extensores do cotovelo. Além disso, não houve provas estatísticas de que o limiar de eletroestimulação possa sofrer PP ou fadiga após uma CVM. Aplicabilidade Prática: Estes resultados são complemento da instrumentação técnica de estimulação muscular por meio de avaliação da fadiga neuromuscular nos extensores do cotovelo. Diminuindo os possíveis vieses desta técnica, podemos aplicá-la no contexto prático, o que será de grande importância para a caracterização da fadiga em modalidades onde os membros superiores são os principais agentes motores. A partir disso, podemos traçar diferentes estratégias para retardar a fadiga nestes contextos.

 


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