INFLUÊNCIA DO USO DA MÁSCARA DURANTE ESFORÇOS SUPRA MÁXIMOS NO DISPÊNDIO ENERGÉTICO E TEMPO DE EXAUSTÃO EM CORREDORES

Vitor Luiz de Andrade, Carlos Kalva Filho, Ricardo Barbieri, Danilo Bertucci, Nayan Ribeiro, Marcelo Papoti

Resumo


Introdução: A técnica de Máximo Déficit Acumulado de Oxigênio determinado de maneira alternativa (MAODALT) avalia a capacidade anaeróbia e contribuições dos metabolismos aeróbio, alático e glicolítico a partir do consumo de oxigênio (VO2), do excesso de consumo de oxigênio após o esforço (EPOC) e das concentrações de lactato ([La¬¬ ]) pré e após o esforço ([La-]PICO). Objetivo: Verificar a influência do uso contínuo da máscara do analisador de gases no tempo de exaustão e a determinação das contribuições energéticas por meio do MAODALT em teste supra máximo. Metodologia: 16 corredores de 36 ± 7,8 anos, 178,6 ± 6,7 cm e 84,4 ± 9,6 kg realizaram um teste incremental máximo (TI) para determinar a intensidade correspondente ao consumo máximo de oxigênio (iVO2MAX) e estimar a intensidade correspondente a 110% da iVO2MAX. Posteriormente, realizaram o esforço supra máximo com o monitoramento contínuo do VO2 (Quark PFT - Cosmed®), EPOC e das [La-] pré e [La-]PICO. Em seguida, o tempo obtido no esforço supra máximo foi dividido em cinco parciais iguais sendo realizada cada parcial em dias diferentes a 110% da iVO2MAX sem utilização da máscara para reconstrução da curva de VO2 por meio da técnica de retro extrapolação. Finalmente, realizaram outro esforço a 110% da iVO2MAX até a exaustão sem o uso da máscara. A determinação do componente alático foi obtido por meio do ajuste mono exponencial e sequencialmente por meio do resultado da multiplicação das constantes de amplitude e tau. O componente lático foi obtido pela equação CeLA = [(?[La-]•3) •m] /1000. O teste t - Student foi utilizado e o p foi fixado em 5%. Resultados: O teste incremental máximo atendeu aos critérios de validação A iVO2MAX foi de 15,9 ± 1,7 km•h-1. A intensidade correspondente a 110% da iVO2MAX foi de 17,3 ± 2,0 km•h-1. O tempo de exaustão foi diferente entre as duas situações (máscara: 160,5 ± 40,6 s; sem a máscara: 193,9 ± 65,7 s p<0,01). A contribuição aeróbia determinada continuamente e com a retro extrapolação durante as parciais não foram diferentes (10,0 ± 3,60 com máscara; 8,90 ± 2,65 L/O2sem máscara p = 0.07). A CeALA por meio da retro extrapolação não foi diferente (1,77 ± 0,72 L.O¬2 com máscara; 2,62 ± 0,75 L.O¬2, sem máscara p = 0.15) entre os métodos. Entretanto, o CeLA apresentou diferença (2,92 ± 1,03 L.O¬2 com máscara; 1,43 ± 0,51 L.O¬2, sem máscara p = 0.001). Dessa forma, o MAODALT foi diferente entre as duas abordagens (4,7 ± 1,44 L.O¬2 com máscara e 4,06 ± 0,96 L.O¬2 sem a máscara; p<0,01). Conclusão: O tempo de exaustão sem a máscara foi maior, a CeLA foi menor quando há o uso contínuo da máscara. Aplicabilidade Prática: A utilização da técnica de retro extrapolação pode ser considerada uma boa ferramenta para monitoramento dos efeitos do metabolismo aeróbio e anaeróbio de atletas fora do ambiente de laboratório.


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