INFLUÊNCIA DA INTENSIDADE NO GLICOGÊNIO MUSCULAR DE TRÊS MODELOS DE TREINAMENTO DE CORRIDA COM CARGAS EQUIPARADAS EM RATOS WISTAR

Carlos de Carvalho, Carlos Kalva Filho, Alisson Luiz da Rocha, Adelino Sanchez Ramos da Silva, Marcelo Papoti

Resumo


Introdução: A distribuição dos estímulos ao longo de um programa treinamento aeróbio depende da disponibilidade de substratos energéticos, especialmente das concentrações de glicogênio muscular ([GlicM]). Estudos têm demonstrado melhora na atividade oxidativa e do desempenho aeróbio a partir de diferentes modelos de treinamento, no entanto, poucos verificaram a modulação do glicogênio a partir da manipulação das variáveis volume e intensidade com equiparação das cargas. Objetivo: Verificar a influência da intensidade na cinética de depleção e recuperação do glicogênio muscular de ratos Wistar, submetidos a três sessões agudas de treinamento de corrida, com cargas equiparadas. Metodologia: 78 ratos Wistar foram submetidos a um teste incremental para determinação da intensidade máxima de esforço (Vmax) e divididos em 4 grupos: linha de base (GB: n = 6); grupo que treinou em baixa intensidade (GZ1; n = 24) (48 minutos a 50% Vmax), grupo que treinou em moderada intensidade (GZ2; n = 24) (32 minutos a 75% Vmax) e grupo de alta intensidade (GZ3; n = 24) (5 de 5 minutos e 20 segundos a 90% Vmax). Imediatamente após as sessões agudas de treinamento e após 6, 12 e 24 horas, 6 animais de cada subgrupo foram eutanasiados para quantificação da [GlicM], nos músculos gastrocnêmio, sóleo e EDL. Para comparação entre os grupos utilizado o teste de análise de variância (ANOVA) Two-Way e teste de Post-hoc de Fisher (p<0,05). Resultados: Nenhum dos músculos apresentou uma depleção significativa imediatamente após as sessões de treinamento, independente da intensidade (p > 0,05). Entretanto, o músculo sóleo aumentou suas [GlicM] a partir das 6 h de recuperação, o que também foi independente da intensidade de exercício (p < 0,05). Diferentemente, as [GlicM] no músculo gastrocnêmio aumentou somente após 12 h de recuperação, fenômeno que foi evidenciado apenas para os grupos GZ1 e GZ2 (p < 0,05). Nenhuma alteração nas [GlicM] foi observada para o EDL (p < 0,05). Conclusão: A cinética de recuperação é modulada tanto pelo músculo estudado como pela intensidade de exercício realizada durante a sessão. Aplicabilidade Prática: O presente estudo traz maiores contribuições no contexto da ciência básica, acerca da influência da modulação da intensidade na cinética de depleção recuperação do glicogênio muscular. Embora a extrapolação de modelos animais para a fisiologia humana seja limitada, os resultados do presente estudo apontam para uma diferenciação da recuperação das [GlicM] conforme o músculo estudado e a intensidade realizada, o que parece ser relacionado as diferentes distribuições de fibras do tipo I –predominantes

no sóleo – e do tipo II, as quais são predominantes em músculos como predominantes no gastrocnênimo e no EDL.

 


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