RELATO DE EXPERIÊNCIA: BOCHA ADAPTADA

Maike Magalhães, Cássia Nunes da Silva, Tifany de Oliveira, Ieda Mayumi Sabino Kawashita

Resumo


Introdução: A bocha adaptada é para deficientes que apresentam um grave comprometimento motor, sendo o esporte voltado para pessoas com paralisia cerebral. É um paradesporto que foi introduzido nas Paraolimpíadas em 1984, visando a inclusão pessoas com deficiências severas. O jogo tem como objetivo lançar o mais perto possível as bolinhas azuis e vermelhas da bolinha branca. Com o intuito de incluir este público, o PROEFA (Projeto de Educação Física Adaptada) do IFSULDEMINAS atinge as APAEs da região, na qual fizemos as atividades. Objetivo: Descrever um relato de experiências dos voluntários iniciantes do PROEFA, sobre as aulas de bocha adaptada e a nossa percepção do desenvolvimento dos alunos no projeto. Metodologia: As atividades foram desenvolvidas durante 2 meses, sendo 2 aulas por semana com 12 alunos, 6 mulheres e 6 homens. As aulas eram compostas por práticas introdutórias ao jogo da bocha voltadas para trabalhar aspectos físicos e cognitivos, usando bolas de diferentes texturas, tamanhos e cores, cones e cartões coloridos. Resultados: Para nós voluntários iniciantes no projeto observamos que: quando chegamos lá, havia um receio quanto a capacidade deles, se eles conseguiriam ou não fazer nossas atividades e se haveria evoluções. No transcorrer das aulas observamos resultados significativos em alguns dos alunos como, o desempenho motor de uma aluna que é iniciante no projeto, no início das intervenções possuía grandes dificuldades nas habilidades motoras básicas, como mexer os braços para cima e para baixo, segurar alguns objetos e atualmente consegue apertar, lançar (em curta distância) e chacoalhar as bolinhas; e direcionar a calha com relação a bolinha alvo. Outro aluno nos chamou a atenção por conta de uma doença degenerativa, notamos um retrocesso do humor e nos movimentos motores. Destacamos uma melhora nos aspectos sociais e afetivos entre os alunos; atualmente, eles ficam ansiosos para as aulas. Concordamos com Cazeiro e Lomônaco (2008,) que quando estimuladas, as pessoas com paralisia cerebral conseguem desenvolver atividades para apropriação do conhecimento e desenvolvimento cognitivo e motor. Conclusão: É de grande importância que exista este projeto de Educação Física nas APAEs, pois além de contribuir para o desenvolvimento motor e intelectual, desempenha a interação social do aluno com a sociedade. Para nós docentes do curso de Educação Física foi enriquecedor poder trabalhar com esse público, pois aprendemos a não subestimá-los, que assim como nós, eles também precisam ser estimulados e incentivados. E que lidamos com seres humanos, que precisam de cuidado e empatia, entendemos que precisa haver respeito e cuidado, independente de quem seja. Aplicabilidade Prática: Este relato pode ser usado como referência para outros alunos e pesquisadores que queiram desenvolver trabalhos relacionados com o mesmo tema.


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