ASSOCIAÇÃO ENTRE A FORMA DE DESLOCAMENTO COM A AGILIDADE E RESISTÊNCIA AERÓBIA DE IDOSOS PARTICIPANTES DO PROJETO SAÚDE ATIVA

João Lucas da Silva, Deisy Terumi Ueno, Jean Augusto Coelho Guimarães, Eduardo Kokubun

Resumo


Introdução: Evidências na literatura mostram que a atividade física (AF) no deslocamento pode contribuir positivamente à saúde de idosos, pois o processo de envelhecimento acomete perdas nas

capacidades funcionais e diminuição dos níveis de AF. Objetivo: Verificar a associação entre a forma de deslocamento com a agilidade e a resistência aeróbia de idosos participantes do projeto de AF Saúde Ativa. Metodologia: Os dados foram coletados no início do ano de 2018, durante a rematrícula dos idosos que participam do projeto, os quais responderam a um questionário contendo informações pessoais (idade e telefone), atividades preferidas e questões sobre o tempo e forma de deslocamento até a UNESP, local onde as atividades são realizadas. Para a coleta de dados referentes à agilidade e resistência aeróbia, utilizou-se a bateria de testes da American Alliance for Health, Physical Education, Recreation and Dance (AAHPERD). Os idosos foram divididos em dois grupos: (GDP) deslocamento passivo até a UNESP e (GDA) deslocamento ativo até a UNESP. Foi realizada análise descritiva (média, desvio-padrão e porcentagem), test t para verificar se houve diferença entre os grupos e teste de qui-quadrado de Pearson, adotando-se valor de p?0,05. Resultados: Participaram do estudo 30 idosos (7 homens e 23 mulheres), com idade média de 71,0±6,9 anos, sendo que ambos os grupos foram compostos por 15 idosos. O grupo GDP apresentou para os testes de agilidade e capacidade aeróbia as médias de 21,4±4,5 seg e 502,8±71,4 seg. Já o GDA apresentou as médias de 22,5±3,1 seg e 537,1±56,4 seg, para os respectivos testes. O teste t não mostrou diferença entre os grupos no teste de agilidade (p=0,47) e resistência aeróbia (p=0,47), assim como não houve associação entre a forma de deslocamento e agilidade (x²=2,111, p=0,71) e forma de deslocamento e resistência aeróbia (x²=0,721, p=0,87) avaliada pelo teste qui-quadrado de Pearson. Conclusão: Desta forma, não houve diferença entre os resultados obtidos para a forma de deslocamento ativo e passivo em ambos os grupos. Mas vale ressaltar que os indivíduos analisados são ativos, aspecto que poderia mudar o resultado da pesquisa, caso estes indivíduos fossem sedentários. Aplicabilidade Prática: Apesar dos grupos não apresentarem diferença nos resultados obtidos, é de suma importância incentivar o deslocamento ativo, pois este traz aos indivíduos outros benefícios, como aumentar o nível de AF no transporte e diminuir o tempo de comportamento sedentário.


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