FESTIVAL MUZRUGBY DE RUGBY TAG NAS ESCOLAS PÚBLICAS - UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Frank Carvalho, Leonardo Verzola, Tânia Fernandes, Gérssica Pellegrini, Yan Foresti, André Boide, Letícia de Podestá

Resumo


Introdução: O Rugby é o segundo esporte coletivo mais praticado no mundo e um dos esportes que mais crescem no Brasil. Por ser uma prática rica em situações que necessitam de soluções rápidas, se mostra uma ferramenta pertinente para desenvolver competências em diversas dimensões do conhecimento nos jovens em idade escolar. Nesse contexto, este trabalho apresenta um relato de experiência de 6 alunos do Curso de Educação Física do IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho, integrantes do Grupo de Estudo de Esportes com Bola Ovalada - GEEBO em uma escola Pública de Muzambinho, MG. Objetivo: Buscamos oportunizar a prática e um conhecimento de contexto histórico do Rugby, intrinsecamente atrelado a valores como o RESPEITO, INTEGRIDADE e a SOLIDARIEDADE, e a ressignificação da Educação Física Escolar comumente esportivizada e aprisionada ao futsal, handebol, basquete e vôlei para uma apropriação crítica da cultura corporal

de movimento, utilizando-se de intervenções para a realização de um Festival de Rugby Tag (adaptação sem contato físico) como ferramenta. Metodologia: Foram realizadas 8 intervenções a partir da abordagem Crítico Superadora, se utilizando dos Jogos e Brincadeiras para se construir o conteúdo em conjunto, dando significado e relevância social. A cada semana, os pilares do Rugby foram colocados em discussão juntos das atividades propostas. Utilizamos bolas oficiais da modalidade, cones, coletes e Tag’s (Bandeira). 78 alunos de 8 turmas dos 8º e 9º anos compareceram ao Festival que aconteceu num sábado letivo e participaram diretamente dos jogos no dia do Festival, em equipes mistas em idade, gênero e porte físico. Resultados: O grupo percebeu desafios na apreensão dos valores atrelados ao Rugby, advindos da cultura do "jeitinho" brasileiro, totalmente contrastantes. Outra barreira associou-se à especificidade do passe do Rugby, que deve ser realizado pro lado ou pra trás. Entendeu-se essa dificuldade como resultado do conhecimento prévio esportivista das turmas. Os integrantes do GEEBO tiveram uma oportunidade ímpar de vivenciar a docência de conteúdos relacionados ao Rugby e aos alunos que participaram das intervenções foi proporcionado o contato com bolas ovaladas, com o jogo/esporte Rugby Tag e as competências e valores atrelados a estes, o que, na maioria dos casos, nunca tinha acontecido. Conclusão: Constatamos que o Rugby pode e deve ser trabalhado no ambiente formal, uma vez que o contato com uma vivência diferente das que os alunos estão habituados é estimulante e cria a possibilidade de trabalhar valores primordiais para o convívio social, principalmente se tratando desta modalidade que tem seus pilares morais em pauta a todo momento, mesmo utilizando materiais não oficiais. Aplicabilidade Prática: A partir deste trabalho entende-se que os Festivais de Rugby Tag se mostraram uma boa ferramenta para introduzir os valores do Rugby, oportunizar a prática do esporte e engrandecer o repertório cultural e motor dos alunos das escolas públicas.


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