RELAÇÕES ENTRE A FORÇA EM NADO ATADO E PARÂMETROS MORFOLÓGICOS

Felipe Alves Ribeiro, Carlos Kalva Filho, Fabricio Rossi, Vitor de Andrade, José Gerosa Neto, João Paulo Loures, Ronaldo Gobbi, Marcelo Papoti

Resumo


Introdução: O esforço máximo de 30s realizado em nado atado (30NA) pode ser utilizado para avaliar os níveis de força propulsiva de nadadores. Considerando que os parâmetros obtidos no 30NA apresentam elevados índices de reprodutibilidade e fortes correlações com os desempenhos de curta e média duração, vários autores descrevem esta metodologia como uma boa ferramenta para avaliação da aptidão anaeróbia de nadadores. Desde modo, considerando uma relação positiva entre a massa magra e a capacidade de gerar força muscular, é possível que o desempenho durante o 30NA seja relacionado também a composição corporal dos nadadores. Entretanto, poucos estudos testaram experimentalmente esta hipótese. Objetivo: Investigar possíveis relações entre composição corporal e capacidade de manutenção de força durante 30NA. Metodologia: 16 nadadores (Sexo: 10 M, 6 F; Idade: 19,9 ± 3,2 anos; Peso: 70,8 ± 9,8 kg; Estatura: 174 ± 8,3 cm) experientes de nível regional e nacional foram submetidos ao 30NA, caracterizado por um esforço máximo de 30s nadando crawl, atados por um cinto preso em uma corda inextensível conectada a uma célula de carga fixada no bloco de largada. A composição corporal dos participantes foi estimada por meio de absortometria radiológica de dupla energia (DXA) (DPX-MD, Lunar, Madizon, WI, EUA), mensurando a massa magra e gordura corporal total em quilogramas. Os valores de força e morfologia foram log-transformados e correlacionados por meio do teste de Pearson. Em todos os casos o nível de significância foi p < 0,05. Resultados: Não foi observado correlações significativas para os valores de FM (116,7 ± 18,3 N) com a estatura (r = 0,33), massa magra total (56,5 ± 9,4 kg; r = 0,26), gordura total (11,2 ± 5,5; r = 0,02), massa magra de membro superior direito (3,7 ± 0,9 kg; r = 0,27) e esquerdo (3,7 ± 0,9 kg; r = 0,25), gordura de membro superior direito (0,4 ± 0,3 kg; r = -0,01) e esquerdo (0,4 ± 0,3 kg; r = -0,03), massa magra de tronco (24,6 ± 4,2 kg; r = 0,29), gordura de tronco (4,8 ± 2,6 kg; r = 0,12), massa magra total de membros inferiores (20,4 ± 3,4 kg; r = 0,20), e por fim gordura total de membros inferiores (5,2 ± 2,7 kg; r = -0,19). Além disso, a força pico (157,4 ± 32,2 N) também não foi correlacionada com nenhuma das variáveis morfológicas supracitadas (r < 0,29; p > 0,30). Conclusão: As variáveis morfológicas parecem não estar diretamente relacionadas a capacidade de manutenção e de aplicação da força durante 30NA. Aplicabilidade Prática: Considerando os resultados do presente estudo, maiores quantidades de massa magra não são totalmente transferidas para a força propulsiva em natação, indicando que outros fatores podem contribuir para o desempenho durante o 30NA (e.g., aptidão neuromuscular, características antropométricas e metabólicas).


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