RELATO DE EXPERIÊNCIA: INICIAÇÃO À BOCHA PARALÍMPICA

Claudiane Souza da Silva, Herley Henrique Costa Dionisio Dionisio, Ieda Mayumi Sabino Kawashita, Luis Henrique Arena, Eduarda Cristina Morais Silva, Priscila Nakamura

Resumo


Introdução: Oral Dentre projetos que o IFSULDEMINAS oferece temos o PROEFA-Projeto de Educação Física Adaptada, que consiste em ofertar aulas de bocha paralímpica, atuando a 6 anos em parceria com várias APAEs da região. Objetivo: O objetivo deste trabalho é relatar a experiência, e detalhar percepções do bolsista em relação ao progresso atingido pelos alunos. Metodologia: Participaram três crianças com idade de 6 anos, delas dois do sexo masculino e uma do sexo feminino, ambos estudantes da APAE e PC. As observações foram feitas em quatro meses, duas aulas por semana de 30 minutos. As atividades trabalhadas foram todas em caráter lúdico para que pudessem ter prazer na prática, com a seguinte distribuição: conhecimento do material (diversos tipos de bolas), utilização do material (como brincar com as bolas), identificação das cores com bolas (azul, vermelho e branco), acertar alvos (arremessos por baixo e por cima). Resultados: Quando começaram no projeto tiveram seu primeiro contato com a bola de bocha, nenhum deles conseguiam ao menos segurá-la, não reconheciam o que era uma bola e para que servia. A partir disso foi trabalhado atividades como manusear, rolar e jogar, a princípio não sabiam segurar a bola, chegando a mordê-la. Eles foram estimulados a acertar alvos em diferentes alturas e distâncias, sempre com objetos diferentes e cores variadas, com isso foi trabalhado inclusive diversos tipos de bolas. No começo foi difícil a adaptação, não tinham muita força para jogar, apesar de estarem em fase de alfabetização não reconheciam cores, e como o jogo da bocha é um jogo em que precisa saber três cores este ponto foi muito trabalhado. Nesta etapa entrou os tipos de arremessos, pois eram encorajados jogar de formas diferentes. Depois desses quatro meses notamos uma evolução, aluno A e B conseguem: utilizar a bola para brincar, diferenciar as cores, fazer os dois tipos de arremesso; concentrar e ficar mais tempo nas atividades. Pode-se observar um avanço no desenvolvimento deles decorrer das aulas, porém o aluno C não teve evolução considerável, podemos levantar algumas hipóteses, ele não era frequente na escola, não estabelecendo uma rotina nas atividades, o aluno tem baixa visão que dificulta sua interação com o meio, mesmo utilizando de recursos auditivos. Conforme Cazeiro & Lomônaco (2008), quando as crianças são limitadas e não tem acesso podem ter danos no seu desenvolvimento, acrescidos dos limites causados pela deficiência, outros pontos podem impedi-las de ter acesso a essas atividades: barreira ambiental, social e algumas impostas por seus cuidadores; verificaram que o desenvolvimento cognitivo tem condições de ser atingido por crianças com expressivos comprometimentos motores resultantes da paralisia. Conclusão: Verifica-se assim que o fato de ser paralisado cerebral não foi o motivo que o impede o progredir dos alunos A e B, podendo o C encontrar algumas das barreiras citadas. Aplicabilidade prática: Esta prática pode ser replicada para iniciação do jogo da bocha para crianças com PC.


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