ARTE NA GINÁSTICA RÍTMICA

Vitória Carolina Luiz, Tuffy Felipe Brant

Resumo


Introdução: A Ginástica Rítmica (GR) é descrita por Laffranchi e Lourenço (2010) como uma modalidade ginástica de técnica corporal apurada que alia, simultaneamente, o manejo dos aparelhos corda, bola, arco, maças e fita, com os elementos corporais e a música. Este é o fator que a classifica como um trabalho coreográfico de qualidade e artístico. Objetivo: O trabalho visa investigar conceitos, valores e opiniões de especialistas da área, a fim de compreender o que é artístico e belo nos parâmetros da GR. Metodologia: Desenvolvemos uma revisão bibliográfica a partir de estudos específicos do esporte, utilizando 2 dissertações, 1 tese, 5 livros e 3 capítulos de livros publicados a partir do ano de 1989. Após, desenvolvemos um fichamento em busca dos objetivos propostos. Resultados: “A Ginástica Rítmica (GR) é conceituada como a busca do belo, uma explosão de talento e criatividade, em que a expressão corporal e o virtuosismo técnico se desenvolvem juntos, formando um conjunto harmonioso de movimento e ritmo.” (LAFFRANCHI, 2005, p. 1). Para Toledo (2010), essa busca permite à ginasta exibir suas habilidades e versatilidades nos elementos corporais e dos aparelhos ao empregar música movimento, no entanto, enquanto o valor artístico favorece essa estética e beleza, o valor técnico as sufocam, corrompendo a expressividade e harmonia cênica. Assim, aliar a complexidade dos movimentos com expressividade, fluência, ritmo e harmonia de modo equilibrado pode transcender o sentimento do artista e a perfeição dos movimentos através do domínio da técnica (VIEIRA, 1989; LISITSKAYA, 1995). Além disso, é válido lembrar do acompanhamento musical, que Lourenço (2003) diz ser o início da construção de um arranjo, pois associa os enlaces artísticos e técnicos, facilitando a execução dos elementos individuais e colaborativos. Contudo, é preciso entender que ele valoriza o contraste dos movimentos, tornando-se mais do que uma música de fundo (LAFFRANCHI, 2001). Deste modo, surge o coletivo, que inclui desde a escolha da música até os erros cênicos da equipe, enfatizando que no conjunto é um por todos e todos por um (LOURENÇO; BARBOSA-RINALDI, 2014). Conclusão: Identificamos que a arte na GR é um fator crucial para o sucesso da composição coreográfica, no entanto é trabalhada de modo inferior quando comparada à técnica, pois aos olhos de alguns especialistas a arte, apenas, não basta. Em suma, é visível compreender o porquê que em certas apresentações algumas equipes parecem retratar uma corrida de gato e rato. O desespero em lançar e recuperar o aparelho torna-se o clímax do número artístico. Sendo assim, é sugerível desenvolver um trabalho mais técnico-artístico, valorizando igualmente ambos aspectos. Aplicabilidade Prática: Contribuir para que ginastas e treinadores obtenham um melhor desempenho no processo de criação coreográfica e treinamento para competição a partir do conhecimento abordado, encontrando maneiras de desenvolver ambos valores simultaneamente.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS)
Pró-Reitoria de Extensão (PROEX)
Avenida Vicente Simões, nº 1111 - Nova Pouso Alegre
Pouso Alegre-MG
CEP: 37550-000