A GINÁSTICA VAI À ESCOLA: UM NOVO OLHAR A PARTIR DA ABORDAGEM CRÍTICO SUPERADORA.

Letícia Trindade de Podestá, Franciéle dos Reis Gonçalves, Tuffy Felipe Brant

Resumo


Introdução: Dentro do contexto escolar, o trato com o conhecimento ginástica possui uma tendência esportivista, remetendo a elitização, sexismo e reforçando padrões de movimento. (CESÁRIO; PEREIRA, 2007). Apesar disso, seu caráter formativo incentiva a descoberta das possibilidades corporais e conhecimentos histórico-sociais, fazendo seu desenvolvimento como conteúdo da Educação Física (EF) escolar necessário. Assim, a ginástica para todos (GPT) torna-se um caminho possível por ser “ um campo abrangente [...] valendo-se de vários tipos de manifestações, [...] sem qualquer tipo de limitação para a sua prática, [...] sempre sem fins competitivos. ” (SANTOS, 2009, p.28). Objetivo: Desenvolver uma proposta pedagógica com o conteúdo ginástica, a partir da Pedagogia Crítico Superadora (PCS) (SOARES et al, 1992). Metodologia: Trata-se de uma pesquisa qualitativa realizada no projeto de extensão “ginástica e dança para todos”. Participarão desta pesquisa 30 alunos do ensino integral de uma escola pública de Muzambinho, com idades entre 10 e 13 anos. Foram elaboradas 15 intervenções com duração de 1h e 30m a partir da PCS, tendo como conteúdo principal a GPT. As intervenções foram distribuídas em três fases, de acordo com a PCS. Resultados: Foram definidas 1 aula para a fase Diagnóstica, que se caracteriza pela avaliação do conhecimento prévio dos alunos, neste caso com o tema: o conhecimento sobre ginástica para todos; 10 para a fase Judicativa, onde se confronta o senso comum do aluno a uma nova possibilidade pedagógica, na qual será apresentada a história da GPT e do circo, firmando suas diferenças frente as ginásticas competitivas, sendo as aulas de 2 a 6 sobre os personagens - mágico, mímico, palhaço, contorcionista, acrobata, malabarista e equilibrista, a 7ª., para trabalhar padrões de movimento, a 8ª., para discutir a separação de gênero, 9ª. e 10ª., para tratar as ginásticas competitivas e por fim, a 11ª., para explorar materiais alternativos; para a fase Teleológica serão 4 intervenções, tendo-se a apropriação dos conhecimentos apresentados e a síntese de uma nova ideia, que se transcorrerão a partir de uma construção coreográfica durante as aulas 12 a 14 e elaboração de cartazes durante a 15ª. intervenção, a fim de se analisar se os objetivos da proposta pedagógica foram atingidos. Conclusão: A PCS foi essencial na organização da proposta e valoriza um trabalho escolar, capaz de reconstruir as concepções acerca do conteúdo ginástica. O projeto agrega novos conhecimentos sobre o universo da ginástica, possibilitando a reflexão desse conteúdo como elemento histórico e social, capaz de contribuir com avanços importantes e esperados para uma EF mais reflexiva,critica e criativa. Aplicabilidade Prática: As aulas desenvolvidas para o projeto podem servir como sugestão de uma sistemática pedagógica para Professores e Estudantes de EF desenvolverem o conteúdo ginástica na escola.


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