RODAS DE CONVERSA E DIÁRIO DE CAMPO COM FERRAMENTA PARA AVALIAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

Cristiane Pereira de Souza Francisco

Resumo


Introdução: Para nós uma das questões problemas da Educação Física Escolar vem a ser avaliação

dos alunos, pois não compreendemos o avaliar com base no desempenho físico ou motor ou simplesmente como ato de atribuir conceitos de forma aleatória e sem critérios. Por essa razão enxergamos avaliação com um entrave quando falamos de crianças principalmente aquelas que estão iniciando seu processo de escolarização ao adentrar o primeiro ano do ensino fundamental. Deste modo com base na abordagem cultural que tem por primazia a utilização de práticas que levem as crianças a refletir e entender o papel do ser humano na complexa sociedade em que vivem, além de possibilitar o protagonismo destas no processo de ensino aprendizagem os auxiliando a explicar as diferenças existentes intergrupos e intragrupos. Objetivo: Implementar novas ferramentas para a avaliação nas aulas de Educação Física Escolar. Metodologia: Nosso estudo foi desenvolvido junto a uma turma de primeiro ano composta por 29 crianças e pela professora de Educação Física, em uma Escola Estadual de Ensino Fundamental no município de Araraquara/SP/Brasil. Os dados foram coletados por meio da observação participante das aulas de Educação Física no período de outubro a novembro de 2016, tempo de duração do Projeto Bolinha de Gude que serviu como base para a implantação das rodas de conversas e diário de campo como ferramentas de avaliação nas aulas de Educação Física Escolar. Resultados: Ao longo do período do estudo foram executadas 20 rodas de conversas, geralmente um no inicio da aula e outra posteriormente ao final, onde os alunos puderam expor suas aprendizagens, dificuldades, propor resolução de conflitos, trocar experiências a nível de criança-criança, criança-professora, professoracrianças. Os fatos ocorridos nestas rodas de conversas vieram a compor notas no diário de campo, que auxiliaram a posteriores temas geradores para as rodas de conversa subsequentes. Com relação ao diário de campo, o mesmo ao final do estudo foi finalizado com 51 páginas compostas com: falas e frases de alunos, fatos ocorridos durante as aulas, fotografias, avaliação e novas ideias construídas pelos alunos, avaliação e novas ideias construídas pela professora, descrição da aprendizagem inicial e avanços de cada aluno. Conclusão: Desta forma, para além de conseguirmos validar ambos como ferramentas de avaliação de aprendizagem dos alunos; as rodas de conversas e o diário de campo, demonstraram ser também ferramentas para avaliação da prática docente, além de ser um instrumento de memória que permite ao professor avaliar, reavaliar, replanejar, adaptar e reformular suas aulas com base no que os alunos vão apontando com suas falas ou suas ações. Aplicabilidade Prática: As rodas de conversa e o diário de campo podem vir a compor a prática pedagógica de outros professores, como item de avaliação do processo ensino aprendizagem dos alunos. Além disso, oportunizam ao professor realizar um registro de suas práticas.


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