MATERIAIS ALTERNATIVOS: A CRIAÇÃO DE UM COLCHÃO GORDO PARA GA

Sabrina Conde Damito, Matheus Fidelis Martins, Nicole Diniz Gaspar, Tuffy Felipe Brant

Resumo


Introdução: Geralmente, a aquisição de materiais oficiais para prática da ginástica artística (GA) é mais difícil, principalmente em instituições que não desenvolvem a modalidade com um caráter esportivo. Dessa forma, a confecção desses materiais torna-se uma possibilidade capaz de proporcionar experiências significativas (SCHIAVON, 2005). Segundo Sebastião (2009) existe maior frequência na utilização desses materiais nas séries iniciais do Ensino Fundamental, talvez por existir, nesse período, maior preocupação com a diversidade de materiais no auxílio ao

desenvolvimento da criança. Objetivo: O presente trabalho busca apresentar o processo de criação e apropriação de um colchão gordo de GA. Metodologia: Este é um relato de experiência, que busca descrever como confeccionamos e apropriamos do material alternativo. Resultados: O processo de criação foi desenvolvido por 5 integrantes de um grupo de alunos do 1º período do curso de bacharelado em educação física. Cada integrante se responsabilizou por conseguir um elemento fundamental (patrocínio ou doações) para criação do material alternativo. Em seguida, tirou-se as medidas dos colchões, que foram conseguidos através doações em um trabalho desenvolvido no ano passado. Nosso trabalho foi elaborar uma capa para os colchões doados, já que estes estavam se danificando e perdendo sua funcionalidade. Dessa forma, confeccionamos uma capa de lona que foi conseguida a partir de 6 patrocinadores. Após a elaboração do colchão gordo, o mesmo foi utilizado em uma oficina de GA. Participaram 4 turmas de crianças de 6 a 10 anos da Escola Frei Florentino de Muzambinho. O material pode ser utilizado para grandes e pequenos impactos do corpo. Foram elaboradas atividades compostas de elementos corporais básicos da ginástica, como rotações, saltos, quedas, e deslocamentos. As atividades tinham um caráter fundamentalmente lúdico, que envolvia brincadeiras, jogos e histórias infantis. O material foi bastante explorado pelas crianças. Trabalhamos com a metodologia de desafiar e dar pistas, para que os alunos descobrissem outras possibilidades de movimentos (PICCOLO, 1997) Entendemos que este procedimento enriquece o significado da prática corporal, por desenvolver pensamento, criatividade e afetividade dos participantes (NUNOMURA & PICCOLO, 2005). Observamos que as crianças respondem melhor quando se trabalha a GA com sentido lúdico. Conclusão: O material alternativo é uma forma de incentivar a prática da modalidade, sem evidenciar a oficialidade. Para confecção, é importante ressaltar a criatividade e o conhecimento do professor. Verificamos que o colchão ofereceu segurança para as crianças, não podendo precisar para adolescentes ou adultos. Aplicabilidade Prática: Este tipo de trabalho pode ser desenvolvido em ambientes educacionais que visam rendimento esportivo.


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