JOGOS E BRINCADEIRAS NO ENSINO FUNDAMENTAL II ATRAVÉS DA PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA

Rafael Ribeiro da Silva, André Luís Ozeliero Boide, Lucas Henrique Gonçalves de Brito, Tuffy Felipe Brant

Resumo


Introdução: Para Macedo (2005), o brincar faz parte da transformação humana. Este trabalho se utiliza dos jogos cooperativos, a fim de estimular as crianças a pensarem sobre suas ações no jogo e na sua vida e da Pedagogia Histórico Crítica (PHC), que segundo Gasparin (2005), considera o contexto histórico para que haja transformação social. Objetivo: Relatar uma experiência do PIBID com o conteúdo jogos e brincadeiras, trabalhando conceitos de coletividade, gênero e sexualidade, a partir da PHC. Metodologia: Elaboramos 6 intervenções práticas, que foram desenvolvidas nas aulas de educação física. Discutimos conceitos de Jogos e Brincadeiras numa perspectiva histórica e sociocultural. Para a coleta de dados, elaboramos um diário de campo. Participaram 2 turmas de 5º ano. Resultados: As intervenções foram desenvolvidas de acordo com as fases da PHC. Primeiramente, realizamos uma aula diagnóstica. Observamos que os alunos eram muito competitivos em meninos e meninas e não havia trabalho em grupo. Organizamos as aulas seguindo as 5 fases da PHC: Prática social inicial: Realizamos uma queimada tradicional, com regras modificadas pelos alunos, como por exemplo, “meninos jogarem a bola forte”, “mão é fria”. Ficou evidente a separação e competitividade de gênero. Problematização: Desenvolvemos a queimada do rei e rainha, na qual haveria defensores para o rei e a rainha. Todos teriam que trabalhar em equipe. No começo, os meninos queriam apenas queimar. Numa conversa final, colocamos que a união de gênero seria importante para que a atividade fosse concluída. Na próxima aula levaríamos a queimada de gênero, e o Aluno A disse, “credo, vai começar!” Instrumentalização: Levamos a queimada de gênero, onde meninos queimavam meninos e meninas queimavam meninas. As meninas optaram por protegerem os meninos de serem queimados. Eles acabaram fazendo o mesmo. Na conversa final, o aluno B disse “não gostei, não pude arremessar forte e teria que proteger as meninas.” Catarse: Fizemos uma rouba bandeira de gênero, onde havia brinquedos “de ambos os gêneros”. No decorrer da atividade, os meninos pegaram bonecas e apenas uma menina pegou um carrinho. Na roda de conversa, perguntamos as meninas por que não pegaram os carrinhos, a aluna C disse que “não gosta de carrinho”, a Aluna E disse que “se fosse para brincar de carrinho, voltaria para a sala de aula.” Prática social final: Levamos vídeos que mostram trabalhos de cooperação, inclusão e principalmente união de gênero. O aluno H disse “sozinho somos fracos, juntos somos fortes”, o aluno X disse “as mulheres também podem jogar bola como os homens". Muitos perceberam, em partes, a proposta do nosso trabalho. Conclusão: A PHC nos orientou a desenvolver a temática numa perspectiva histórica e sociocultural. Estimulamos os alunos a pensarem de forma mais crítica, terem atitudes mais positivas e menos preconceituosas. Aplicabilidade Prática: Desenvolver o conteúdo jogos e brincadeiras com temas transversais.


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