DIFERENTES PROTOCOLOS DE TREINAMENTO CONCORRENTE: INFLUÊNCIA NA RESISTÊNCIA E NA FORÇA

Vera Aline Borges, Albano Luiz Lourenço da Cruz, Alef Caique Inacio, Ana Paula Nogueira, Elisângela Cristiane da Silva, Neiriane Camilo Scalco, Rebeca Viana, Vitor Figueiredo, Tamires da Silva, Elisângela Silva

Resumo


Introdução: Com o envelhecimento ocorre um grande declínio na força e da capacidade cardiorrespiratória, por isso, é importante selecionarmos um método de treinamento eficaz para a população idosa, a fim de otimizar os benefícios. Objetivo: O objetivo deste estudo foi analisar a influência de diferentes tipos de combinações de treinamento resistido e de endurance, sobre a força e a capacidade cardiorrespiratória em idosas brasileiras fisicamente ativas. Metodologia: A amostra foi composta por 21 idosas participantes do Projeto de Extensão Vida Saudável do IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho, com idade 71,2+13,01 anos, peso 64,9+5,10 kg e estatura 154,3+6,50 cm. Estas foram divididas nos seguintes grupos: MIX – que consistia na realização do treinamento de força e de resistência intercalando-se os exercícios; Endurance + força (EF) – onde seus participantes realizaram o treinamento de endurance seguido pelo de força; e Força + Endurance (FE) – neste, o treinamento de força foi realizando primeiro e na sequência o treinamento de endurance. A intervenção teve duração de 3 semanas em três dias alternados, totalizando 9 sessões. O treinamento de endurance consistia em 20 minutos de atividade aeróbica e o treinamento de força foi realizado através de 8 exercícios utilizando-se da carga máxima que o sujeito conseguia levantar entre 8 a 12 repetições. Para determinação da capacidade cardiorrespiratória foi utilizado o teste de Caminhada de 1 Milha e para a determinação da força fez-se uso do teste de 1 Repetição Máxima (1RM) e da Dinamometria Manual. Para análise estatística foi utilizado o teste de KruskalWallis e Wilcoxon no SPSS-21, adotando-se p<0,05. Resultados: Verificou-se que não houve diferenças significativas entre o pré e o pós-teste e intra grupos para o Teste de 1 Milha e a Dinamometria Manual. No entanto, para o teste de 1RM dos membros superiores observou-se um aumento significativo entre o pré e o pós-teste para os grupos FE (p=0,034) e EF (p=0,023). Para os membros inferiores a constatou-se um aumento significativo entre o pré e o pós-teste somente para o grupo EF (p=0,030). Não houve diferenças entre os grupos nos testes de 1RM. Conclusão: Concluímos que apesar de não haver diferenças significativas entre os grupos, o EF apresentou um aumento significativo da força, analisada através do teste de 1RM tanto para os membros superiores quanto inferiores e o grupo FE apenas apresentou um aumento significativo nesta qualidade física para os membros superiores. Por fim, protocolo utilizado pelo MIX não foi eficiente para o aumento da capacidade cardiorrespiratória e nem para o aumento da força. Aplicabilidade Prática: Caso o educador físico faça a opção de utilizar o treinamento concorrente com seus alunos idosos, o ideal seria optar pelo treinamento de endurance, seguido pelo treinamento de força com intuito de aumento desta qualidade física tanto para os membros superiores quanto inferiores.


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